Repetição de padrões emocionais: por que continuo vivendo os mesmos ciclos?
- Simoni Borgheson
- 12 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
O que está por trás da repetição de padrões emocionais?
Você já se viu envolvida(o) nas mesmas situações, mesmo depois de prometer a si mesma que “dessa vez seria diferente”? Talvez uma relação que parece um eco da anterior, uma sensação constante de abandono, culpa ou ansiedade que volta em ciclos — ou ainda aquele comportamento autossabotador que te impede de seguir adiante.
Esse tipo de repetição emocional não é acaso, nem teimosia. É um mecanismo interno profundamente enraizado na mente e no corpo, que age muitas vezes sem que a gente perceba. A boa notícia é: padrões podem ser compreendidos — e reestruturados.
O que são padrões emocionais?
Padrões emocionais são respostas automáticas que aprendemos desde muito cedo, muitas vezes na infância, a partir das experiências que vivemos no ambiente familiar. São como programas mentais que ficam rodando em segundo plano, guiando nossas decisões, percepções e até o modo como nos relacionamos conosco e com os outros.
Segundo Donald Hebb, neuropsicólogo canadense, “neurônios que disparam juntos, se conectam”. Ou seja: quanto mais vezes uma emoção ou comportamento se repete diante de uma situação, mais forte se torna a via neural correspondente.
Assim, uma criança que cresceu ouvindo que “não é suficiente” ou “não merece amor” pode, na vida adulta, repetir relacionamentos em que se sente rejeitada — não porque quer sofrer, mas porque o cérebro reconhece isso como familiar e, por isso, seguro.
A mente age para te proteger — mas nem sempre do jeito certo
A mente inconsciente tem um papel fundamental na formação dos padrões. Ela opera para te proteger da dor, baseando-se em experiências do passado. Porém, ao tentar evitar sofrimento, acaba te mantendo presa a situações que você já conhece — mesmo que te machuquem.
Isso é o que Freud chamou de “compulsão à repetição”: o impulso de reviver experiências dolorosas na tentativa inconsciente de resolvê-las. Já o filósofo Friedrich Nietzsche escreveu:
“Tudo acontece como se houvesse uma memória da alma,uma necessidade de reviver aquilo que a mente ainda não compreendeu.”
Por que é tão difícil romper esses ciclos sozinha(o)?

Porque estamos lidando com memórias emocionais armazenadas no corpo e no sistema nervoso, não apenas com pensamentos racionais. Você pode até saber que está repetindo algo ruim, mas seu corpo reage como se aquilo ainda fosse a única forma de lidar com o mundo.
Você já se pegou repetindo os mesmos padrões emocionais, mesmo quando sabe que eles não são saudáveis? A repetição de padrões emocionais é um processo que acontece no nível inconsciente e muitas vezes nos prende em ciclos negativos.
A neurociência explica que essas memórias ficam armazenadas na amígdala cerebral — uma estrutura responsável pelas respostas emocionais. Ela age rápido, muitas vezes antes mesmo que o córtex pré-frontal (a parte racional do cérebro) tenha tempo de pensar.
Existe um caminho para a mudança: e ele começa dentro de você
A boa notícia é que a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de se reorganizar — é real. O cérebro pode aprender novas formas de responder à vida. Com o suporte certo, é possível reprogramar padrões, liberar emoções aprisionadas e construir respostas mais saudáveis.
É exatamente isso que fazemos na TRG (Terapia de Reprocessamento Generativo). Trata-se de um processo profundo e respeitoso que acessa a raiz dos padrões emocionais, permitindo ao corpo e à mente viverem novas experiências internas, libertas do passado.
Você não precisa viver em repetição. Pode escolher um novo caminho.
Romper com padrões que machucam não é fácil — mas é possível. E mais do que isso: é libertador. Cada pequeno passo na direção da consciência é uma semente de mudança real.
Se você sente que está pronta(o) para sair do ciclo da repetição e construir novas possibilidades de vida, estou aqui para caminhar com você.
Vamos juntas(os).




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